Conte com a CasAmor – noite de lançamento do site reuniu artistas e militantes

Conheça Linda Brasil, a primeira mulher trans formada pela Universidade Federal de Sergipe

Olá! Eu sou Linda Brasil, nasci em Santa Rosa de Lima, tenho 45 anos, graduada no curso de Letras Português/Francês, primeira mulher trans a se formar e usar o nome social no sistema de cadastro da Universidade Federal de Sergipe.

Mestranda em Educação também pela UFS, sou militante LGBT, feminista e transfeminista. Fui integrante do Coletivo de Mulheres de Aracaju e do Coletivo Queer Transfeminista (Des)montadxs, faço parte e sou uma das fundadoras da AMOSERTRANS (Associação e Movimento Sergipano de Transexuais e Travestis), sou idealizadora e presidenta da CasAmor, uma casa de acolhimento às pessoas LGBTQI’s que vivem em estado de vulnerabilidade social. Sou uma cristã de visão saltoquantista, faço parte desde o ano 2000 do Instituto Salto Quântico, Escola Espiritual Cristã liderada pelo médium, escritor e apresentador Benjamin Teixeira de Aguiar. Sou beneficiária da instituição frequentando suas palestras, grupos de estudo e outras atividades; sou integrante de uma das reuniões de enfermagem espiritual e sou voluntária participante do Grupo de Teatro.

No âmbito partidário, sou filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), em 2016 fui candidata a uma vaga na Câmara Municipal de Aracaju, obtendo 2.308 votos. Nesse ano de 2018, fui candidata ao cargo de Deputada Estadual recebendo 10.107 votos, sendo votada em todos os municípios de Sergipe e obtendo a marca de 6.555 votos somente no município de Aracaju. Meu ingresso na política partidária, pleiteando as vagas de representações públicas, aconteceu depois que ingressei na UFS e percebia a necessidade de me engajar mais diretamente nos movimentos sociais. Com a vivência universitária e a participação no Salto Quântico, foi crescendo em mim a conscientização da necessidade de lutar pelos direitos das ditas ‘minorias’, mulheres, negras/os e LGBTQI’s que têm suas existências ameaçadas e direitos negados.

Desde o meu ingresso na UFS em 2013 e a militância dentro do movimento feminista e LGBTQI+, quase semanalmente, sou convidada para participar de eventos e atividades em escolas, faculdades e instituições que trabalham com os direitos humanos, discutindo questões sobre gênero e diversidade sexual, contribuindo para uma maior conscientização das/os alunas/os, profissionais e, consequentemente, um maior respeito à diversidade. Por isso que meu projeto de dissertação de mestrado é pesquisar o impacto das discussões sobre gênero e diversidade sexual para o combate ao machismo e à LGBTfobia, visando diminuir as violências sofridas por esses grupos de pessoas.

Percebendo a necessidade de ampliar conquistas destes segmentos e contribuir para evitar que a onda reacionária que assola o Brasil destrua vidas e direitos já conquistados, estamos neste espaço como um canal de conscientização, resistência, reflexão e proposição. Afinal, conhecimento e respeito as diferenças é fundamental para que possamos viver numa sociedade com menos violência e mais amor e felicidade.

Este texto foi originalmente publicado na coluna Consciência & (R)Existência do portal AloNews.